Contos do Dr.Bicudo A origem
- 8 de jul. de 2015
- 2 min de leitura

Meu nome é Grigorii Veclus Delacroix, nasci na Europa no fim do século XV no ano de 1598, em plena a pandemia da peste bubônica. Cresci vendo muita gente morrendo, foi ai que decidir me tornar medico para poder ajudar os enfermos.
Alguns anos depois de formado me juntei aos médicos da peste- como eram conhecidos por trabalharem no tratamento da doença- íamos de cidade em cidades conforme fossemos solicitados. Nossa tarefa, além de fazer pesquisas, autopsias e gravar em registros públicos as mortes. Era cuidar das vitimas e também aconselha-las sobre sua conduta antes da morte.
Em meados do ano de 1630 ao inicio do ano de 1632, fomos solicitados a ir a uma vila que fica localizada na região toscana da Itália na divisa com a França, um lugar místico e cheio de relatos de bruxas e feiticeiros que se refugiaram na época da inquisição. Lá, entre muitos doentes, havia uma linda garotinha com idade entre 5 a 6 anos, e estava muito debilitada. Passei a visitar sua casa para fazer os procedimentos de tratamento e aconselhamento.
Foi quando conheci a bela Giulia Antonelli, mãe solteira da pequena Pietra Antonelli que estava doente há alguns meses. Conforme os meses foram passando, fomos nos aproximando e assim nos apaixonando, passei dias lutando para conseguir salvar a menina, pois tínhamos o desejo de, passando essa situação ruim, criar a nossa pequena Pietra e formar uma família.
Votre Charaçon(seu bicudo) como eu era chamado pela pequena garotinha e mais tarde por todos do vilarejo , devido ao traje especial que nós doutores da peste usávamos para que não contraíssemos a doença. Pois a roupa que foi inventada por Charles de Lorme em 1619, tinha uma mascara com abertura de olhos de vidro e um nariz em forma de cone, que mais parecia um enorme bico, e servia para segurar substancias aromáticas e palha.
Com o passar dos meses quase todos os enfermos da peste na cidade, haviam morrido.dos meus colegas doutores que não haviam morrido devido à contaminação (já que a roupa não era cem por cento eficazes), sucumbiram à loucura, restando apenas eu.
Aos familiares que sobreviveram restava à dor e o desespero, desespero esse que levou a minha maldição, já que a doce menina morrerá e sua não aguentando a dor da perda entrou em depressão e cometeu suicídio.
Sofri por dias, até me encontrar com um alguém, que garantiu que eu encontraria novamente a minha doce amada se eu conseguisse uma determinada quantidade de almas . Desde então, venho vagando pelo mundo com o proposito de ceifar almas de inocentes e enfermos e envia-las a ele. Para então poder encontrar minha linda Giulia e sua filhinha e assim e poderemos ser uma família como tanto desejávamos. Porém com tempo comecei a gostar e agora me alimento dos medos e aflições das inocentes almas...
Então venha ouvir as minhas terríveis historias e me alimente com o seu medo
Até mais......











Comentários